Se estiveres usando aplicativos java que não encontram serviços de impressão, reportando "No print service found" ou "Nenhum serviço de impressão encontrado", tente essa solução (como root ou usando sudo):
1) edite o arquivo /etc/sysctl.d/bindv6only.conf, configurando net.ipv6.bindv6only=0 (o padrão é =1)
2) /etc/init.d/procps restart
Essa dica pode não ser suficiente, pois há outros bugs conhecidos. A vida é dura, mas há o google.
Caro visitante, encontrarás aqui informações que podem lhe ser úteis ou, quem sabe, lhe divertir. O blog aborda temas como filosofia, saúde, Estado, Administração Pública, TIC, receitas culinárias, Debian GNU/Linux, free software, etc. Neste mundo sublunar das contingências, não há o que não haja. Comete-se, aqui, pelo menos dois erros graves para um blog: somos irregulares e tratamos de temas dispersos. Se, ainda assim resistires, caro leitor, seja bem-vindo!
sábado, 22 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Algumas coisas de que eu gosto
Filosofia, computação, café, futebol, vinho, música e administração pública.
A propósito de música, se você gosta do assunto (e quem não gosta, né :) ), recomendo visitar a página de um grande músico: Júlio Herrlein (chumbo). Se você quiser aprender, ele também pode te ensinar. Embora sua música seja universal, ele mora em Porto Alegre.
Em relação à computação, estou trabalhando num projeto de software livre. Quer saber mais? Saiba :) (bem, faz tempo que não trabalho por lá).
Sobre música. O meu passado musical: a banda Lucas Scariotys. Cresci muito neste período. A vida, então, era intensa. Fui bastante feliz. Com esta lembrança homenageio meus grandes e queridos amigos. A propósito: onde está Soraia? :) Para saber mais da história, entre aqui.
A propósito de música, se você gosta do assunto (e quem não gosta, né :) ), recomendo visitar a página de um grande músico: Júlio Herrlein (chumbo). Se você quiser aprender, ele também pode te ensinar. Embora sua música seja universal, ele mora em Porto Alegre.
Em relação à computação, estou trabalhando num projeto de software livre. Quer saber mais? Saiba :) (bem, faz tempo que não trabalho por lá).
Sobre música. O meu passado musical: a banda Lucas Scariotys. Cresci muito neste período. A vida, então, era intensa. Fui bastante feliz. Com esta lembrança homenageio meus grandes e queridos amigos. A propósito: onde está Soraia? :) Para saber mais da história, entre aqui.
A netiqueta
Nossa comunicação através de computadores tem regras assim como nossa comunicação convencional. Do mesmo modo que, em geral, é inadequado gritar com alguém, é inadequado escrever emails com letras maiúsculas. É "como se" você estivesse gritando. Sobre esta e outras regras de bom e-comportamento, há um excelente guia online aqui.
Áudio e computação: latência, uma breve introdução
Conforme a Wikipedia, "Latency is a time delay between the moment something is initiated, and the moment one of its effects begins. The word derives from the fact that during the period of latency the effects of an action are latent, meaning "potential" or "not yet observed"."
Quando tocamos um instrumento musical, há latência: há um intervalo de tempo entre o momento em que, por exemplo, percutimos a corda do violão e o momento em que o som é ouvido.
Contudo, nós não percebemos este intervalo. Há um limite que divide a latência perceptível da imperceptível. Conforme Dave Phillips,
Se, diferentemente, conecto meu instrumento num computador de modo a ter o som processado, há uma série de novos eventos temporais entre o evento tocar e o evento ouvir. Como são temporais, estes eventos aumentam a latência.
Se a latência no processamento do áudio for superior ao limite indicado acima e o processamento de áudio ocorrer em tempo real (isto é, o computador deve receber os dados, computá-los e devolvê-los na forma de som novamente enquanto estamos tocando) teremos um problema: a latência será perceptível. E o problema será tanto maior quanto maior for a latência, do desconforto em tocar até níveis inaceitáveis.
Daí a necessidade de se desenvolver técnicas para manter a latência no processamento de áudio em computadores em níveis abaixo do limite indicado.
Quando tocamos um instrumento musical, há latência: há um intervalo de tempo entre o momento em que, por exemplo, percutimos a corda do violão e o momento em que o som é ouvido.
Contudo, nós não percebemos este intervalo. Há um limite que divide a latência perceptível da imperceptível. Conforme Dave Phillips,
"In the audio domain, studies have indicated that the ear is sensitive to timing differences at the millisecond level, perhaps even down to a single millisecond. However, latencies under 7 msec are not typically perceptible and are considered acceptable for desktop and semiprofessional applications. Systems achieving average latencies of less than 5 msec should be considered ideal platforms for professional latency-critical applications."Ou seja, este limite é 7 milisegundos isto é, divida um segundo em mil partes e some sete partes. É este o intervalo de tempo a partir do qual notaríamos diferenças entre o momento em que tocamos o instrumento e o momento em que o ouvimos.
Se, diferentemente, conecto meu instrumento num computador de modo a ter o som processado, há uma série de novos eventos temporais entre o evento tocar e o evento ouvir. Como são temporais, estes eventos aumentam a latência.
Se a latência no processamento do áudio for superior ao limite indicado acima e o processamento de áudio ocorrer em tempo real (isto é, o computador deve receber os dados, computá-los e devolvê-los na forma de som novamente enquanto estamos tocando) teremos um problema: a latência será perceptível. E o problema será tanto maior quanto maior for a latência, do desconforto em tocar até níveis inaceitáveis.
Daí a necessidade de se desenvolver técnicas para manter a latência no processamento de áudio em computadores em níveis abaixo do limite indicado.
Objeções ao método transcendental em filosofia e respostas
"método transcendental em filosofia" significa, aqui, a reflexão filosófica que cada um de nós é capaz de fazer e que satisfaz duas condições: i) envolve uma consciência reflexiva e ii) envolve juízos a priori.
R é uma relação é reflexiva se e somente se para todo x, Rxx. Julgar a priori é é julgar pretendendo a verdade necessária, a verdade que não varia no curso da experiência (do tempo). Assim, se julgo a priori p, quero com este ato significar que p é verdadeiro e mais, que p é necessariamente verdadeiro isto é, p é verdadeiro em qualquer tempo, passado, presente e futuro.
Há pelos menos duas objeções à exeqüibilidade do método transcendental em filosofia.
Primeira Objeção
Objeção
1. A exeqüibilidade do método transcendental implica a possibilidade da reflexividade da consciência.
2. A reflexividade da consciência é impossível.
3. Logo, o método transcendental é inexeqüível.
Resposta
É impossível julgar 2 isto é, que a reflexividade da consciência é impossível. Julgar que a reflexividade da consciência é impossível é um juízo sobre a consciência. Julgar em geral é um ato de consciência. Portanto, essa negação, esse ato depende da possibilidade que quer negar, da possibilidade da reflexividade da consciência. Não é, ipso facto, um ato possível. Assim, não se trata de negar 2, mas de recusar-lhe a possibilidade de que seja afirmada.
Segunda Objeção
Objeção
1. Como matéria de fato, os atos da consciência humana são temporais.
2. Numa relação de identidade, as condições a que o determinante (domínio) está submetido transitam para o determinado (imagem).
3. A consciência reflexiva é uma relação de identidade.
4. Logo, de 1,2 e 3, nos atos de consciência reflexiva humanos, a temporalidade do determinante transita para o determinado.
5. Logo, nos atos de consciência reflexiva humanos, o determinado está submetido ao tempo
6. Aquilo que está submetido ao tempo não pode ser objeto de juízo a priori.
7. Logo, de 5 e 6, nos atos de consciência reflexiva humanos, o determinado não pode ser objeto de juízo a priori.
8. Logo, nos atos de consciência reflexiva humanos é impossível julgar a priori isto é, mediante uma consciência reflexiva humana é impossível julgar a priori.
9. A exeqüibilidade do método transcendental implica a possibilidade de julgar a priori mediante uma consciência reflexiva.
10. Logo, o método transcendental é inexeqüível.
Resposta
Não sei. Mas suspeito que passa pela negação de 2, que parece assumir uma noção demasiado estrita da relação de identidade. A estrela da tarde e a estrela da manhã não satisfazem exatamente as mesmas condições. No mínimo resta a possibilidade de referirmo-nos diversamente, ora como estrela da tarde, ora como estrela da manhã. Ao que se poderia objetar que não se trata de diversidade na coisa, mas apenas no juízo. Nesse caso, contudo, se é tributário da tese segundo a qual é possível pensar nas coisas "nuas" isto é, irrespectivamente, pensá-las sem pensar sob algum aspecto determinado. Esta implicação, por sua vez, repousa na má compreensão acerca dos limites de nossa capacidade de julgar, o que a filosofia crítica pretende corrigir.
R é uma relação é reflexiva se e somente se para todo x, Rxx. Julgar a priori é é julgar pretendendo a verdade necessária, a verdade que não varia no curso da experiência (do tempo). Assim, se julgo a priori p, quero com este ato significar que p é verdadeiro e mais, que p é necessariamente verdadeiro isto é, p é verdadeiro em qualquer tempo, passado, presente e futuro.
Há pelos menos duas objeções à exeqüibilidade do método transcendental em filosofia.
Primeira Objeção
Objeção
1. A exeqüibilidade do método transcendental implica a possibilidade da reflexividade da consciência.
2. A reflexividade da consciência é impossível.
3. Logo, o método transcendental é inexeqüível.
Resposta
É impossível julgar 2 isto é, que a reflexividade da consciência é impossível. Julgar que a reflexividade da consciência é impossível é um juízo sobre a consciência. Julgar em geral é um ato de consciência. Portanto, essa negação, esse ato depende da possibilidade que quer negar, da possibilidade da reflexividade da consciência. Não é, ipso facto, um ato possível. Assim, não se trata de negar 2, mas de recusar-lhe a possibilidade de que seja afirmada.
Segunda Objeção
Objeção
1. Como matéria de fato, os atos da consciência humana são temporais.
2. Numa relação de identidade, as condições a que o determinante (domínio) está submetido transitam para o determinado (imagem).
3. A consciência reflexiva é uma relação de identidade.
4. Logo, de 1,2 e 3, nos atos de consciência reflexiva humanos, a temporalidade do determinante transita para o determinado.
5. Logo, nos atos de consciência reflexiva humanos, o determinado está submetido ao tempo
6. Aquilo que está submetido ao tempo não pode ser objeto de juízo a priori.
7. Logo, de 5 e 6, nos atos de consciência reflexiva humanos, o determinado não pode ser objeto de juízo a priori.
8. Logo, nos atos de consciência reflexiva humanos é impossível julgar a priori isto é, mediante uma consciência reflexiva humana é impossível julgar a priori.
9. A exeqüibilidade do método transcendental implica a possibilidade de julgar a priori mediante uma consciência reflexiva.
10. Logo, o método transcendental é inexeqüível.
Resposta
Não sei. Mas suspeito que passa pela negação de 2, que parece assumir uma noção demasiado estrita da relação de identidade. A estrela da tarde e a estrela da manhã não satisfazem exatamente as mesmas condições. No mínimo resta a possibilidade de referirmo-nos diversamente, ora como estrela da tarde, ora como estrela da manhã. Ao que se poderia objetar que não se trata de diversidade na coisa, mas apenas no juízo. Nesse caso, contudo, se é tributário da tese segundo a qual é possível pensar nas coisas "nuas" isto é, irrespectivamente, pensá-las sem pensar sob algum aspecto determinado. Esta implicação, por sua vez, repousa na má compreensão acerca dos limites de nossa capacidade de julgar, o que a filosofia crítica pretende corrigir.
Multifuncional HP C3180: scanner no Debian GNU/Linux
Para fazer o scanner (e outras cositas) funcionarem nesta multifuncional:
# apt-get install hplip
E reinicie o sistema.
Muitos sites reportam que este periférico não funciona no Linux. Em Debian GNU/Linux funciona, mas é um backend que não vem com o sane (por isto, sane reporta como não suportado). Mais informações?
# apt-get instll hplip-doc
Ah, e não esqueça, tudo isto como root (use o sudo se preferir).
# apt-get install hplip
E reinicie o sistema.
Muitos sites reportam que este periférico não funciona no Linux. Em Debian GNU/Linux funciona, mas é um backend que não vem com o sane (por isto, sane reporta como não suportado). Mais informações?
# apt-get instll hplip-doc
Ah, e não esqueça, tudo isto como root (use o sudo se preferir).
O que é e como funciona o linux scheduler e sua latência
Embora a história e os testes contidos em http://www.linuxdevices.com/articles/AT8906594941.html tenham valor apenas histórico, há uma excelente explicação do mecanismo de agendamento do kernel (linux scheduler). Vale a pena conferir. Abaixo, uma "palhinha":
Conforme Clark Williams,
Conforme Clark Williams,
"Linux scheduler latency problem ... is the delay between the occurrence of an interrupt and the running of the process that services the interrupt."
"What the heck does scheduler latency mean anyway? Latency is really a shorthand term for the phrase latent period, which is defined by webster.com to be "the interval between stimulus and response". In the context of the Linux kernel, scheduler latency is the time between a wakeup (the stimulus) signaling that an event has occurred and the kernel scheduler getting an opportunity to schedule the thread that is waiting for the wakeup to occur (the response). Wakeups can be caused by hardware interrupts, or by other threads."Se preferir, baixe o pdf aqui.
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